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terça-feira, 12 de julho de 2011

Letras sangrentas.

Desculpa-me por não ser o homem que você gostaria que eu fosse.
Desculpa-me por pensar em nosso futuro quando estivermos velhos e não termos ninguém para cuidar de nós.
Desculpa-me por querer que você prospere, evitando assim ficar estagnada como uma pedra a espera do carcoma.
Desculpa-me por não ser amigo, companheiro, compreensível.
Desculpa-me por ter me enganado enquanto pensei estar sendo tudo isso, nas horas que você mais precisou, mas estava errado porque você não sentiu que assim eu fosse.
Desculpa-me por tudo, porque eu te Perdoo.
Perdoo-te por pensar que sou assim. 
Perdoo-te por pensar que viveremos eternamente de amor, e que isso será o suficiente para manter nosso filho.
Perdoo-te por preferir continuar a ser a mesma pessoa que veio ao mundo, sem tentar querer algo mundano para si.
Perdoo-te pelas vezes que na madrugada não a tive ao meu lado, devido ao descaso.
Perdoo-te pela vontade de encontrar alguém que não eu, que possa ser tudo isso que você quer.
E o que foi dito, está escrito e o que está escrito está marcado, mesmo que numa folha de papel.

Um comentário:

  1. As vezes temos o que queríamos ter sem saber e vamos nos dar conta disso quando perdemos. Sinto que aqui neste texto (verídico ou não) o personagem perdoa tudo como tudo fosse erro somente dele. Mas muito inteligente da sua parte. Adoro ler o que você escreve.

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São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brazil
Um universitário do curso de letras.